VII.
Sete meses passaram eu diria voaram, inacreditável como já passou tanto tempo e a dor mantém-se forte e acesa. Sinto tantas saudades , os meus olhos enchem-se de água e elas escorregam lentamente pela minha cara , não a um dia que não a recorde , tanto na manhã ao acordar como na noite antes de adormecer. Adoro sentar-me perto de si e pensar nos momentos que partilhei consigo , lembro-me tão bem quando dizia "Liliana come tudo senão não vais brincar" essa é uma das frases que tenho bem presentes. Foi uma infância maravilhosa e saber que fez esforços por mim e que eu não posso retribuir doí , mas doí ainda mais não a ter aqui comigo. As vezes enquanto ando pela rua olho para as pessoas e vejo-as felizes e radiantes acompanhadas pela sua segunda mãe e penso eu também era assim como era bom poder continuar a fazer isso , avó e como eu trocava todas aquelas pessoas por si , como eu trocava o oceano a luz a minha vida por si. Idealizo o meu futuro mas falta sempre uma cor uma luz , vejo o meu casamento os meus filhos e não a vejo a si , doí avó acredite que doí , mas eu sei que esteja onde estiver tem orgulho em mim e vai proteger-me como sempre o fez.
Agradeço-lhe por tudo o que fez por mim , por cada sorriso, cada abraço , cada carinho , cada minuto da sua vida partilhado comigo. Não lhe disse o quanto gostava de si mas eu sei que sabe , eu sei que sentiu o ultimo beijo que lhe dei na testa , sei que sente as flores que coloco em sua homenagem e melhor de tudo sei que sabe que a amo e que lhe sou muito grata.
Gosto de falar , de relembrar com um sorriso , com alegria mas a minha voz treme e o meu corpo fica frio , a saudade começa a apertar e a dor fortalece.
Sinto-a junto a mim todos os dias tal e qual como está agora.
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